Santo Antônio da Encruzilhada


Vila de Santo Antônio da Encruzilhada (início do século XVIII): Em 1836 uma epidemia de varíola assolava o povoado. Uma pobre criança foi a primeira vítima da doença e houve grande dificuldade para sepulta-la, já que existia o medo da doença se alastrar rapidamente.

À caminho da Fazenda da Várzea, sob o receio de mais um pedido de enterro negado, Antônio Rodrigues de Andrade França, propôs ao cortejo que a criança fosse enterrada naquele lugar, erigindo-se uma capela com cemitério dedicado a Santo Antônio dos Pobres, por chamar-se Antônio o menino morto. Prometeu a doação do terreno para a construção. Assim, o pequenino corpo foi sepultado do lado de baixo da estrada, em frente ao atual cemitério. Seu enterramento ali provocou a ereção do cemitério da Encruzilhada.
Em 1837, os quatro esteios iniciais foram e nada mais se fez na ocasião pelo cemitério, mas quando se pensou na construção da capela no povoado, a lembrança do pequeno Antônio vingou: o padroeiro escolhido foi Santo Antônio dos Pobres.
Só em 1843, João de Farias Nazaré, principiou a capela. Era, porém, muito pequena e outras subscrições foram feitas para seu aumento. João de Oliveira, fazendeiro da Várzea (zona entre a atual Werneck e Cavaru), ofereceu todo madeiramento, e colonos alemães, chegados de Petrópolis em 1845, executaram os serviços. A construção foi terminada em 1852, faltando apenas forrar e assoalhar.
O Barão de Diamantina, mandou forrar e assoalhar a igreja, fazendo doação de terreno para patrimônio da capela. Narciso José Soares por meio de subscrições mandou fazer o altar de Nossa Senhora da Conceição e José Inocêncio de Andrade Vasconcelos doou a imagem de São José; e fez o altar para a imagem.

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